Chuva forte marca as 24 horas de Daytona

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segunda-feira, 28 janeiro 2019
Automobilismo

 

Por: Danilo Dias, de São Paulo, SP

 

Em corrida marcada por forte chuva que exigiu a paralisação da prova, desde os treinos de qualificação a história já era escrita nos livros do automobilismo. A Team Joest Mazda foi a responsável por fazer a volta mais rápida de classificação da história de Daytona, com o tempo de 1:33.685, conquistada pelo quarteto Jarvis/Nunez/Bernhard/Rast na categoria principal. Já na categoria GTD, a pole foi brasileira com Marcos Gomes a bordo de sua Ferrari, ao lado de Longo, Franzoni e Bertolini.

 

A corrida

Nas primeiras horas da prova, quem deu o tom da prova foi Fernando Alonso a bordo de seu lindíssimo Wayne Taylor preto. O espanhol recém saído da Fórmula 1 deu show na pista até entregar seu bólido ao japonês Kamui Kobayashi, sendo o grande destaque do primeiro quarto da corrida de Daytona. Algumas bandeiras amarelas foram acionadas na pista até aquele momento seca e sem chuva visível. Com as paradas nos boxes os Cadillacs se aproximaram dos carros japoneses que até o momento dominavam a competição.

Com problemas elétricos, entretanto, Christian Fittipaldi que se despede das corridas perdeu muito tempo nos boxes, e o carro guiado pelo brasileiro ao lado dos lusos Filipe Alburquerque e João Barbosa ficou pra trás. Barrichello e sua equipe apareciam na oitava posição. Na GTD, a equipe de Felipe Fraga dominava a categoria na ponta naquele momento.

Quando a corrida se aproximava de sua metade, a briga era boa entre Cadillacs e Acuras, todos na mesma volta da categoria principal. Os carros envolvidos na briga pela ponta contavam com pilotos do nível de Alonso, Hélio Castroneves, Felipe Nasr, Juan Pablo Montoya, Simon Pagenaud, Alexander Rossi e Kamui Kobayashi. Na GTLM, cinco carros apareciam na mesma volta. Já na GTD, Felipe Fraga seguia na ponta com sua equipe.

 

A chuva apertou em Daytona e exigiu que a corrida fosse paralisada. Foto: Sportscar365/Michelin

A chuva que era prevista, demorou a vir mas apareceu com tudo. Muito mais intensa que o esperado, já no terceiro quarto da prova, a organização da corrida decidiu paralisar a prova devido às fortes rajadas na pista, absolutamente encharcada. Eram quase 17h de prova transcorrida, mas os pilotos precisaram encostar. Na DPi, Alonso brilhava naquele momento na ponta. Quando a prova foi paralisada, a GTD acontecia de forma frenética. Eram doze carros na mesma volta brigando pela vitória, dentre eles os carros de Bia Figueiredo e de Felipe Fraga.

Faltando duas horas para o fim da prova, nova interrupção. E dessa vez, não teve mais corrida. A direção decidiu colocar um fim na prova depois de 23h50 passadas da largada, com os carros nos boxes. A Wayne Taylor saiu vitoriosa na DPi, com Alonso conquistando a prova ao lado de Kamui Kobayashi, Jordan Taylor e Renger Van der Zande. Foi de Alonso a ultrapassagem decisiva sobre Felipe Nasr, o que decidiu a vitória do asturiano e sua equipe. Completaram o pódio Curran, e os brasileiros Nasr e Derani no Cadillac #31 e por Taylor, Castroneves e Rossi, de Acura.

Na categoria GTLM, Augusto Farfus triunfou ao lado de Di Phillippi, Herta e Eng a bordo de um BMW. Na LMP2, deu Pastor Maldonado ao lado de Gonzalez, Cullen e Saavedra num Oreca. Na categoria GTD quem venceu foi o quarteto Ineichen/Bortolotti/Breukers/Engelhart, com um Lamborghini. Uma grande corrida onde Fernando Alonso prova aos poucos que não acreditam que ele é ainda um dos maiores do mundo no quesito corridas.

 

Equipe Wayne Taylor Racing Foto: Daytona Internacional Speedway / Facebook.

 

 

Foto em destaque: Daytona International Speedway / Facebook

 

 

Danilo Dias

Danilo Dias

Danilo Dias é formado em Tecnologia em Futebol, pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte e atualmente é estudante de Direito. Apaixonado por futebol, aficionado por automobilismo[...]

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