Campeão do Mundo pelo Magnus em 2016, Gleison revela porque não ficou no clube, em exclusiva

Campeão do Mundo pelo Magnus em 2016, Gleison revela porque não ficou no clube, em exclusiva

6
2840
0
quinta-feira, 04 junho 2020
Futsal

Graças ao futebol de várzea Gleison de Sousa Ferreira chegou a elite do futebol nacional, sendo campeão do mundo ao lado de Falcão, entre outros craques do futsal, junto ao Magnus em 2016. Sob quarentena, hoje o ala do Passo Fundo Futsal, nos concedeu uma entrevista exclusiva. Nesta primeira parte, ele falou sobre o início de sua carreira, a passagem no Magnus, e revelou o porque não permaneceu no clube de Sorocaba.

Por Thiago Lopes, Caieiras-SP

O INÍCIO DE GLEISON NO FUTSAL

A carreira de Gleison no futsal começou muito cedo. Já aos 14/15 anos, quando ingressou no Basf/Suvinil, em São Bernardo do Campo, decidiu que iria viver do futebol. Anos depois, chegou ao São Caetano, graças ao seu Luiz Carlos, o Galo, do Cosmo, que o indicou. Então, passou a treinar na equipe realizando testes, até que uma semana depois, acertou as questões salariais, entre outras coisas e ingressou definitivamente no clube.

“Para um garoto que saiu da periferia já era um grande feito. A várzea foi muito importante na minha carreira”.

Pouco tempo depois, o São Caetano fez uma parceria com o Corinthians, que veio a ser ‘São Caetano/Corinthians/Unip’. Por lá, o jovem sub-20 ficou dois anos, onde convivia com grandes jogadores renomados e passou a adquirir experiência. Após a saída, Gleison teve passagem pelo AD São Bernardo e depois retornou ao Santo André, o 1º de maio, por onde também passou nas categoria de base.

“Voltei já como profissional para muito jogar a Série Prata. Param muitos é uma vergonha, mas para mim não. Foi um grande recomeço, aceitei o projeto e fizemos um grande campeonato, onde fui eleito o melhor jogador do ano. E em seguida fui para o Yoka, de Guaratinguetá”.

A CHEGADA AO MAGNUS

Saindo do Yoka, Gleison foi fazer parte do planejamento do Magnus, de Falcão e cia. Por qual considera uma experiência maravilhosa em sua carreira e na minha vida pessoal também. Afinal, ele pôde trabalhar ao lado de Simi, seu ídolo, com qual conviveu por um bom tempo. Além disso, fez grandes amizades e aprendeu muito com os craques daquela equipe: Falcão, Simi, Rodrigo, Tiago, Mithyuê, Pixote, Diego, Keko…

Entretanto, Gleison recorda um momento, de certa forma, ‘complicado’ em sua carreira. Apesar de reconhecer que a equipe tinha jogadores mais qualificados para jogarem, gostaria de receber mais oportunidades para estar em quadra, embora não tire isso como algo negativo em sua carreira.

Pelo contrário, afinal, ele fez parte de uma grande equipe, que chegou nos principais campeonatos que disputou. Naquele ano, o Magnus foi vice-campeão da Liga Paulista e da Liga Nacional, ambas para o rival Corinthians. Mas se consagrou campeão do mundo pela primeira vez, contra o Carlos Barbosa, maior campeão da Liga Nacional de Futsal, por 3 x 2.

“Isso ninguém vai apagar, sempre quando forem olhar o primeiro titulo mundial do Magnus eu vou estar entre os jogadores, isso é gratificante”.

A SAÍDA DO MAGNUS

Apesar de um ano que agregou muito para a sua carreira, em aprendizado, de ter um excelente estrutura para trabalhar… “Tudo o que o jogador precisa, de questão médica, alimentar, suplementar, o Magnus está sempre à frente dos demais, junto com a ACBF e Corinthians”, Gleison optou em trocar de equipe. Isso querer receber mais oportunidades em quadra, de poder jogar mais vezes.

 “Eu não fiquei lá por esse falta de oportunidade. Quem joga, quem ama o futsal, não faz apenas por Marketing, porque estar ali não era tudo o que eu precisava. Eu amo jogar, lá, eu estava feliz, mas não por completo. Por não jogar e não receber as oportunidades que esperava, eu optei por sair”.

Foto destaque: Arquivo Pessoal/Gleison

Thiago Lopes

Thiago Lopes

Thiago Lopes, 20 anos. Estudante de jornalismo - 6º semestre.

38 posts | 0 comments

Comments are closed.