BRM P160E

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sábado, 25 fevereiro 2017
Automobilismo

Parecia um vermelho fogo e trouxe dinheiro da Marlboro para a Fórmula 1, um caso de envolvimento de um patrocinador com o esporte que dura até hoje. Estamos falando do BRM P160E. Niki Lauda deixou a equipe March no final de 1972. Pagou para pilotar na BRM, e foi um último lançamento de cartas para dar partida a uma carreira de sucesso na Fórmula 1.

O P160 era bom, mas havia um problema com o motor Cosworth V8. Também sofria de uma falta de confiabilidade, o que não ajudava. Niki Lauda liderou o GP do Canadá de 1973, disputado na chuva, e o carro teve problemas técnicos com a bomba de combustível e ele acabou saindo da corrida. Foi o tipo de problema que o carro apresentou durante toda aquela temporada. Mas era um bom carro, apesar de tudo. Era muito bem equilibrado, muito melhor que o Ferrari 312B3, pelo menos em matéria de chassis.

O carro tinha um “nariz” para ajudar a cortar o ar, tinha um tanque muito maior que qualquer outro carro da categoria. O santantônio estava montado em cima do compartimento do motor. Tony Southgate era o projetista chefe e o carro foi feito em 1970 para a temporada de 1971, depois que se uniu a BRM como projetista chefe em 1969. O projetista era também o engenheiro da corrida naquela época. Em uma fase a equipe estava correndo com cincos carros nos GPs. Frequentemente, havia dois ou mais carros nos pits e às vezes Tony não conseguia lembrar-se do que havia ajustado em um carro ou em outro.

Tony foi para a Shadow em 1973, e Niki Lauda que chegou na BRM com um acordo de “pague-para-competir”, onde ele superou companheiros de equipes mais experientes como Regazzoni e Jean Pierre Beltoise, reafirmou uma carreira na Fórmula 1 que parecia pronta para falhar antes mesmo de iniciar. Seu modo de pilotar chamou a atenção de Enzo Ferrari e ele se mudou para a Scuderia do cavalinho rampante onde ganhou dois de seus três títulos mundiais!

FOTO: THE CAHIER ARCHIVE

Luiz Máximo Moreno Morelo

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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