Brasil Heptacampeão no Futsal – Parte 2

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terça-feira, 29 setembro 2020
Futsal

Na edição passada da Coluna Além da 12, a Poliesportiva começou a falar dos títulos do Brasil em Copas do Mundo de Futsal. Inicialmente foram abordados os quatro primeiros títulos. A partir disso, nesta edição será contada a história dos outros três títulos da Seleção, em 1996, 2008 e 2012. Assim, tendo o intuito de demonstrar as reviravoltas e as gerações vencedoras que esse período teve.

Por Lucas Henrique, Campinas-SP.

O PENTA EM 1996

O Brasil foi o primeiro a conquistar três títulos de Copa seguidos. Assim sendo o terceiro em 96, quando ganhou do país anfitrião com quem criou uma rivalidade no futsal: Espanha. A partir desta edição o Futsal começou a seguir os padrões do futebol e a Copa do Mundo passou a ocorrer de quatro a quatro anos. Além disso, outra importante mudança no regulamento é que as seleções poderiam passar a inscrever mais que 12 jogadores. 

Continuando, o Brasil começou a competição no Grupo D e passou com 100% de aproveitamento, enfrentando Bélgica, Irã e Cuba. Em seguida, na segunda fase, pegou a Ucrânia, o Uruguai e os Países Baixos, passando em primeiro com sete pontos. Ainda, na semifinal, pegou a Rússia e venceu por 6 x 2. 

Na finalíssima, os Canarinhos enfrentaram o país sede, que vinha bem na competição. Curiosamente, na plateia estavam os brasileiros Ronaldo e Giovanni, que jogavam no time de campo do Barcelona. Assim, o duelo contra os espanhóis terminou em 6 x 4.

Os gols do time treinado por Takão foram de Danilo (duas vezes), Choco, Márcio, Vander e Manoel Tobias (eleito o melhor da competição). Pela Espanha, Pato, Vicentim e Serginho (contra) fizeram os gols do vice campeão daquele ano. Concluindo, através do portal da “LNF“, um dos principais nomes daquele esquadrão falou sobre o título:

“Foi um momento muito especial, pois era a conquista de um bi campeonato pela seleção Brasileira e como capitão. Acredito que a presença de quatro atletas do Mundial de Hong Kong, em 1992, tenha sido muito importante, passar sua experiência e vivência, para atletas novos ou que disputavam pela primeira vez um Campeonato tão importante e especial.”

2008: A SEGUNDA COPA DO MUNDO DE FUTSAL SEDIADA NO BRASIL

Após duas edições seguidas sem títulos de Copa do Mundo, o que aconteceu uma única vez até hoje, o Brasil sediou a primeira edição do torneio com 20 seleções. No grupo da Seleção os outros quatro times eram: Japão, Rússia, Ilhas Salomão e Cuba (que pela primeira vez venceu um jogo pelo torneio, contra as Ilhas Salomão).

Aliás, neste grupo ocorreu a maior goleada de Copas do Mundo de Futsal: a Rússia aplicou um 31 x 2 nas Ilhas Salomão. Passando com 100% nas duas primeiras fases, o Brasil atuou com uma performance perfeita. Nas semifinais pegou a Rússia, vencendo por 4 x 2 e na finalíssima, enfrentou a Espanha. 

Os espanhóis haviam ganhado as duas últimas copas, logo estavam afrontando a Seleção Brasileira. O time inicial dos Canarinhos tinha: Tiago, Gabriel, Schumacher, Lenísio e Marquinho. Por outro lado, os espanhóis, contavam com Luís Amado, Javi Eseverri, o capitão Javi Rodriguez, Kike (está no time ideal da história da LNFS) e Marcelo.

No tempo normal, o jogo que dessa vez ocorreu no Maracanãzinho acabou empatado. Com gols de Marquinho (gol olímpico com ajuda do desvio na zaga) e o capitão Vinícius para o Brasil. Enquanto Torras e Álvaro marcaram para a La Roja. No primeiro tempo os times foram para o vestiário com 1 x 1 no placar e, para deixar tudo mais dramático, Falcão sentiu o joelho e deixou o jogo machucado.

O Brasil estava ganhando até um minuto antes do fim, mas Álvaro levou o jogo para a prorrogação. Já que não houve gols na prorrogação, pela primeira vez uma final de Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis. Assim, com atuação de gala do goleiro Franklin, o Brasil consequentemente levou a melhor e levou sua sexta Copa do Mundo de forma invicta. O herói Franklin falou ao “Globoesportesobre sua performance na disputa:

“Ouvi várias vezes ao longo da minha carreira: o Franklin é um especialista em pênaltis. Na verdade sou um especialista em treinamentos. Então, o nosso segundo treinador, o Marcos Sorato, junto com o nosso treinador de goleiros, o Guaíba, e com o Fred Antunes, me tiraram para treinar esse fundamento quando começou a fase de mata-mata daquele Mundial. Eu treinava como se estivesse num jogo para valer, então sou eternamente grato a esses profissionais por essa conquista” 

Uma curiosidade sobre esta copa é que todos os 14 jogadores da convocados pela Itália, que foi a terceira colocada, eram brasileiros, o que é permitido no regulamento (contando com a própria Seleção Brasileira, foram 38 atletas brasileiros em campo).

Ainda, o craque Falcão levou a Bola de Ouro da competição, sendo esta a segunda vez que conquistou, igualando Manoel Tobias, pois o camisa 12 também venceu o prêmio em 2004, mesmo o Brasil caindo nas semifinais. Ainda, a luva de ouro foi entregue a Tiago, mesmo com Franklin decidindo na final. Por fim, o técnico do Hexa foi o vitorioso Paulo César de Oliveira.

O ÚLTIMO TÍTULO DO BRASIL

Em 2012 o Brasil foi à Tailândia vencer a sua sétima Copa do Mundo de Futsal. Contudo o Brasil não pôde mostrar as suas seis estrelas já conquistadas no torneio, pois a FIFA não reconhecia os prêmios da era FIFUSA e mandou retirar as duas estrelas correspondentes ao período. Então, o Brasil tampou com esparadrapo. O número de seleções no torneio aumentou novamente, de 20 para 24 equipes. Dentre essas, seis estavam estreando na era FIFA, Colômbia, Kuwait, Marrocos, México, Panamá e Sérvia

O Brasil foi sorteado no Grupo C que tinha também Portugal, Japão e Líbia, assim, a Seleção venceu todos os jogos do grupo. Lembrando que, com a mudança na regra, passavam para a próxima fase os dois melhores de cada um dos seis grupos, mais os quatro melhores terceiros colocados.

O Brasil nas oitavas de final enfrentou o Panamá e aplicou um 16 x 0; assim, nas quartas, enfrentou a Argentina (que só ganhou uma importância maior quando venceu a copa de 2016 no esporte) e venceu por 3 x 2.  Na semifinal a Seleção enfrentou a Colômbia e passou com um 3 x 1. Na grande final o adversário foi novamente (são cinco finais entre os dois) a rival Espanha.

Assim como na edição passada houve empate no tempo normal em Bangcoc (2 x 2), dessa forma, o Brasil decidiu no fim da prorrogação. Os gols da Amarelinha foram de Neto (duas vezes; na final e eleito o melhor do torneio) e Falcão, enquanto a Espanha marcou com Torras e Aicardo. Falcão falou ao “GloboEsportesobre a conquista:

“Meu maior prêmio foi ter tido o privilégio de participar de um evento com esse. Estava fora no primeiro dia, quando me machuquei. Achei que não estaria mais aqui, mas joguei alguns minutos nas partidas. Isso para mim foi o maior prêmio. Posso dizer que saio daqui realizado” 

Foto Destaque: Divulgação/Instagram/Falcão 12

Lucas Henrique Noronha

Lucas Henrique Noronha

Escolhi o jornalismo pelo enorme gosto por esportes e por sempre assistir programas esportivos em geral, além de um costume meu de criticar grandes problemas do nosso mundo atual. Eu estou no 1o sem[...]

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