Autobiográfico, ‘Space Jam’ mostra o fiasco de Jordan como jogador de beisebol

Autobiográfico, ‘Space Jam’ mostra o fiasco de Jordan como jogador de beisebol

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sexta-feira, 06 outubro 2017
Basquete

Em 1993, após o tricampeonato da NBA pelo Chicago Bulls e no auge da carreira, Michael Jordan, então com 30 anos, decidiu trocar uma fortuna de mais de US$ 4 milhões em salários anuais no basquete por um “modesto” contracheque de US$ 10 mil no ano seguinte no beisebol. Abalado com o recente assassinato do pai, James, Jordan afirmara, em decisão surpreendente, ter perdido a vontade de jogar basquete.

No filme, Michael Jordan é convencido a voltar ao basquete pelos Looney Tunes – Reprodução

Em 1994, ele assinou um contrato com o Chicago White Sox, time da Major League Baseball (MLB), cujo dono era o mesmo do Chicago Bulls. Em entrevista coletiva, disse aos repórteres que estava bastante contente e realizando o sonho do pai. E ainda que aquela era uma forma de reencontrar James.

Mas Jordan não se encontrou no beisebol. Após uma pré-temporada treinando pelo Sox, foi transferido para o Birmingham Barons, equipe que integra a Minor League Baseball (MiLB), uma divisão inferior que serve para o desenvolvimento e preparação de atletas para a liga principal.

Algumas dessas passagens e o fiasco de Jordan com a camisa do Barons fazem parte do autobiográfico “Space Jam”, de 1996, uma mistura de animação e “realidade” que termina com um jogo de basquete cheio de trapaças e eventos surreais que, aparentemente, só acontecem no mundo dos desenhos.

O desafio em quadra envolve criaturas de outro planeta que pretendem escravizar personagens dos Looney Tunes e torná-los atrações em um parque de diversões extraterrestre. Sempre ligeiro, contudo, Pernalonga propõe um jogo de basquete para evitar que isso aconteça. O coelho só não contava que os não tão menos sagazes ETs acabariam roubando os principais talentos de astros da NBA para a disputa.

A solução, então, foi encontrar (em um campo de golfe) e convencer Michael Jordan a largar o taco de beisebol e se juntar aos personagens de desenho animado para a disputa.

Como ator, Jordan é um excepcional jogador de basquete. “Talento” semelhante têm alguns integrantes do primeiro Dream Team (Larry Bird, Charles Barkley e Pat Ewing, entre outros), o de Barcelona-1992, que fazem pontas no filme. Tirando isso e os inúmeros clichês, o longa-metragem chega até a entreter. Mesmo com os personagens dos Looney Tunes e Bill Murray apenas como coadjuvantes do extraterreno (nas quadras) Michael Jordan.

 

Foto: Reprodução

 

Redator da matéria: Leonardo Guandeline, de Guarulhos.

Leonardo Guandeline

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