As cinco melhores corridas da Fórmula 1 – 1950 – 1959. Segunda Parte

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quarta-feira, 19 julho 2017
Automobilismo

Reims 1953

 

Embora em 1953 as provas de Grande Prêmio ainda fossem dominadas pelas equipes do continente, o fato de um inglês de 24 anos ter sido o contratado para pilotar uma Ferrari, constituía um dos primeiros sinais dos ventos da mudança. A rápida promoção de Mike Hawthorn a um nível tão elevado foi facilitado pelo fato do Campeonato de Mundial ter sido disputado com carros F2 de 1952, oferecendo-lhe um palco para mostrar seu talento em um excepcional Cooper-Bristol.

Hawthorn estava ingressando na equipe que tinha o domínio absoluto: seu novo companheiro de equipe, Alberto Ascari, havia vencido todos os Grandes Prêmios em 1952. Era a primeira vez que um piloto inglês tinha uma chance real de conquistar um Grande Prêmio, desde que Dick Seaman integrado a equipe da Mercedes, no período que antecedeu a Guerra. Existiam porém alguns obstáculos que primeiro precisava superar: um era o próprio Ascari, um dos pilotos mais rápidos de que se tem noticia, no auge de sua forma, pilotando um carro idêntico; o outro era o desafio crescente da Maseratti, liderada pela formidável dupla constituída por Fangio e Gonzales. Hawthorn teve uma participação discreta nas três primeiras provas, conquistando por vezes o quarto lugar, enquanto Ascari, de forma avassaladora, venceu as três corridas. Depois veio o Grande Prêmio da França, em Reims.

Gonzales optou por uma largada com meio tanque, esperando se distanciar o suficiente para permitir uma parada nos boxes de que os outros não necessitariam; consequentemente, pulou para a liderança. Na metade do percurso ele estava 20 segundos à frente, mas isto ainda não era suficiente. Atrás dele, aproveitando o poderoso efeito do vácuo, vinha uma longa fileira d3 carros, com Ascari, Villoresi, Farina, Marimon e Hawthorn disputando posições. Quando Gonzales fez sua parada, a briga pela liderança tinha ficado apenas entre Fangio e Hawthorn.

Os dois carros corriam lado a lado nas longas retas de Reims, os dois pilotos acenavam um para o outro, e ficava claro que eles estavam apreciando cada momento. Distantes do efeito de vácuo Gonzales e Ascari tentavam se aproximar, mas se atrapalharam na tentativa de superar um ao outro. Ao entrar na volta final, Hawthorn avançou alguns centímetros na liderança, e ainda estava à frente quando atingiu a Thillois, a crítica curva final. Ele superou Fangio na linha de chegada em um segundo. Apenas 0,4s atrás de Fangio chegava Gonzales em terceiro, a uma pequena distância de Ascari.

Foto: The Cahier archive

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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