As cinco melhores corridas da Fórmula 1 – 1950 – 1959. Quinto Capitulo

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domingo, 23 julho 2017
Automobilismo

Buenos Aires 1958

 

Essa foi a prova que sinalizou que a reviravolta definitiva era iminente. A troca dos carros enormes com motor dianteiro pelos pequenos carros com motor traseiro; o fim do reinado das equipes de fábrica para a era dos especialistas em carros montados; a transferência do domínio da Europa Continental para a Inglaterra.

A Argentina era a primeira etapa do Campeonato Mundial em 1958, e como muitas equipes estavam tendo problemas com o novo combustível Avgas exigido pelas regras, houve poucas inscrições para esta prova. A Vanwall estava entre as equipes que não se inscreveram e assim, seu piloto contratado Stirling Moss, aceitou o convite para pilotar a Cooper de Rob Walker.

No gird, ao lado dos enormes carros cheio de fôlego, o carrinho parecia estar em situação difícil. Somente dez carros se inscreveram e Moss havia se classificado em apenas sétimo lugar, dois segundos mais lento que a Maseratti de Fangio que era o pole.

Fangio liderava a prova e no final da primeira volta Moss já estava em quinto. Quanto mais a prova se desenrolava, melhor desempenho exibia o pequenino Cooper. Em razão de seu leve peso, ele exigia pouco dos pneus, ao contrário dos grandes carros italianos, naquele calor sufocante. De fato, estava tão quente que todos decidiram adotar a estratégia de fazer uma parada para troca de pneus e também para matar a sede. Todos? Bem foi assim que pensou tanto a Ferrari como a Maseratti. Porém Moss conhecia melhor as coisas e decidiu não parar. Além do mais, as rodas do Cooper eram de liga fundida e fixada por quatro pinos separados, enquanto as outras equipes usavam rodas de raio de arame com trava no centro, fáceis de retirar. Assim uma parada, não era uma boa opção para Moss pois perderia um tempo enorme.

Quando Fangio fez sua parada Moss assumiu a ponta da corrida. E ali se manteve até a bandeirada final, apesar de uma tentativa de ultrapassagem na volta final por parte de Luigi Musso, da Ferrari. Era o começo de uma nova era.

Foto: The Cahier archive

Luiz Máximo Moreno Morelo

Meu nome é Luiz Máximo Morelo, sou paulista, 65 anos, comecei no rádio em 1968. Em 1976 fui para a TV Record, depois Rede Bandeirantes, Globo, SBT e por 20 anos trabalhei na TV Cultura. Sempre acom[...]

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