A volta do Japão na Fórmula 1

A volta do Japão na Fórmula 1

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segunda-feira, 31 maio 2021
Fórmula 1

Vindo da Fórmula 2, com um jeito mais discreto, Yuki Tsunoda fez um bom trabalho e chegou lá. O piloto japonês de apenas 20 anos fez sua estreia na Fórmula 1 pela Scuderia AlphaTauri e promete surpreender nesta temporada de 2021. Mas ele não foi o único japonês a disputar o campeonato. Dessa forma, a coluna Bandeirada conta um pouco sobre a história dos nipônicos no automobilismo. 

Por: Vanessa Trois – São José dos Campos – SP 

Após a primeira corrida da temporada de 2021 na Fórmula 1, que aconteceu no dia (28) de março no Bahrein, o piloto japonês de 20 anos, Yuki Tsunoda está no centro das atenções. Isso porque ele ficou em 9º lugar, tendo uma ótima estreia pela AlfaTauri e trazendo de volta para a corrida um atleta japonês.

Apesar do Japão ser um país tradicional no automobilismo, poucos pilotos ocuparam esse espaço. A bandeira japonesa foi vista apenas três vezes no pódio da F1 e eles não ganharam uma corrida.

Hiroshi Fushida

Foto Destaque: Divulgação/Ercole Colombo/ Studio Colombo

Dentre os pilotos japonese que já atuaram na F1, o primeiro foi Hiroshi Fushida, que se classificou para o Grande Prêmio da Holanda em 1975, mas devido a problemas em seu motor não chegou a largar. O piloto correu também as 24 horas de Le Mans em 1973, 1975 e 1981, também sem sucesso.

Satoru Nakajima

 Foto Divulgação: Reprodução/ Pascal Rondeau/Getty Images

Primeiramente em 1987, o japonês Satoru Nakajima se tornou o primeiro piloto japonês a correr uma temporada de F1, ao lado teve como companheiro Ayrton Senna, na Lotus. Nakajima participou ao todo de 80 GPs, durante seus cinco anos na F1.

Um fato que é muito lembrado por Nakajima era sua convivência com Senna, que recebeu conselhos que iam de sugestões de trajetória na pista até como fazer ataduras de mãos para proteger.

A saber, suas dificuldades eram em circuitos mais manhosos e de rua. Nas corridas de Mônaco e Detroit, o piloto ficou completamente perdido na primeira volta e esbarrou em adversários com dificuldades de noção de espaço.

No ano de 1991, como previsto, Nakajima permaneceu na Tyrrell com motores Honda. A primeira corrida em Phoenix foi promissora, mas Satoru abandonou três voltas consecutivas com rodadas e batidas, perdendo o embalo. Entretanto, dali até o fim do ano, foram mais seis abandonos e nenhum ponto somado.

Aos 38 anos, Nakajima decidiu que os anos de Fórmula 1 já haviam sido suficientes e se aposentou.

Aguri Suzuki

Foto Destaque: Reprodução/Getty Images

O primeiro pódio para um japonês veio 1990 com Aguri Suzuki. Todavia o piloto ficou em 3º em uma corrida que aconteceu em Suzuka no Japão. O atleta somou um total de 65 corridas em 2006 e formou sua própria equipe de Fórmula 1: Super Aguri.

No GP do Japão, Suzuki teve a melhor apresentação na categoria; largando em 10º, aproveitou as falhas e as controvérsias dos pilotos da frente. Dessa forma, levou seu Larrousse-Lamborghini #30 ao 3º lugar da corrida, atrás dos Benetton-Ford de Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno. No final do ano, conseguiu seis pontos e o 12º lugar final. Em 1991, Suzuki continua na Larrousse, onde pontuou na corrida inicial, em Phoenix, a única vez que chegando aos pontos, terminando a temporada em 22º lugar.

Takuma Sato

Foto Destaque: Reprodução/Estadão

Logo surgiu o piloto Takuma Sato, que por sua vez, até o momento foi o mais bem sucedido. Sendo assim, o automobilista que nasceu em Tóquio participou de 92 Grandes Prêmios e alcançou seu único pódio nos Estados Unidos, onde foi o seu destino após sua carreira. Sato conseguiu um sucesso incrível na Fórmula Indy com seis vitórias, sendo duas na perigosa Indy 500.

Takuma Sato conseguiu comprar seu primeiro carrinho em 1996 e 1998, ele havia entrado no Campeonato de Fórmula 3 do Japão, mas logo foi para a Europa sem uma palavra em inglês para perseguir seu sonho. Lá, conseguiu uma boa campanha júnior, subindo muito rápido.

Após seus resultados nas categorias de base, com um bom rendimento, Sato foi apadrinhado pela Honda. Em 2002 conseguiram colocar o jovem piloto na Jordan. O ano de 2004, foi o melhor da trajetória de Sato, visto que a BAR-Honda tinha o segundo carro mais veloz do grid, o que evidentemente ajudou, tanto que Jenson Button foi o terceiro na tabela, atrás apenas das Ferraris.

Enfim, em 2017, Sato se tornou o primeiro japonês na história ao vencer em Indianápolis, após um duríssimo duelo com o tricampeão da prova Helio Castroneves.

Kazuki Nakajima

Foto Destaque: Divulgação/Getty Images

O piloto Kazuki Nakajima correu duas temporadas pela Williams em 2008 a 2009, mas só conseguiu 6º. O desempenho geral do nipônico não foi de encher os olhos – dois quartos lugares são seus melhores resultados. Ainda assim, não dá para negar o fato de que Nakajima deixou um legado na F1.

Kazuki é filho de Satouro Nakajima e seguindo os passos do pai, correu na principal categoria do esporte a motor. Entretanto, também teve uma passagem cheia de trapalhadas pela F1. Nakajima só foi mesmo ter sucesso no Mundial de Endurance.

Japão de volta a Fórmula 1  

Agora em 2021, a companhia AlfaTauri apresentou o jovem piloto Yuki Tsunoda. Dessa forma, aos 20 anos, sendo rotulado como o melhor novato que o esporte já teve em anos, impressionou em sua estreia no Grande Prêmio do Bahrein ficando em 9ª na corrida.

Foto Destaque: Divulgação/AlphaTauri

Seu nome vem fortíssimo para essa temporada. Além do seu talento, Tsunoda faz parte do programa de jovens pilotos da Red Bull, além de estar vinculado com a Honda.

Foto Destaque: Divulgação/AlphaTauri

Vanessa Trois

Sou a Vanessa Trois, recém graduada em jornalismo pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), apaixonada por escrita e esporte. Sempre gostei muito de esportes e entrei no jornalismo para focar e[...]

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