A unanimidade Carlos Alberto Torres

A unanimidade Carlos Alberto Torres

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quarta-feira, 26 outubro 2016
Futebol Brasileiro

Poucos Jogadores na história do futebol mundial conseguiram compor um esquadrão tão fantástico como o time do Santos. Capita jogou no time da baixada por 10 anos. Foto: Edição 1098 da Placar (Novembro de 1994)

Em novembro de 1994, a revista Placar publicou um levantamento com a seleção dos melhores jogadores da história dos treze clubes mais populares do Brasil (Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Vasco, Cruzeiro, São Paulo, Fluminense, Santos, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG, Internacional e Bahia). Na ocasião, cerca de 30 torcedores de cada um dos times, entre eles jornalistas e dirigentes esportivos, foram os responsáveis por montar os treze “esquadrões dos sonhos” de todos os tempos.

Na votação, Pelé (no Santos), Garrincha (no Botafogo) e Manga (no Inter) foram unânimes entre todos os seus torcedores. Além deles, outras duas lendas mereceram destaque. Não pela consonância uniforme da torcida, mas sim por serem os únicos que figuravam nas seleções de três grandes clubes brasileiros: Gérson (São Paulo, Fluminense e Botafogo) e Carlos Alberto Torres (Santos, Fluminense e Botafogo).

Peço aqui perdão ao não tão menos genial Canhota de Ouro para falar apenas do último, que nesta terça-feira deixou o futebol e o coração de todos os seus amantes mais doídos. Na enquente de Placar, Torres foi eleito o melhor lateral-direito de todos os tempos do Botafogo tendo disputado apenas 71 partidas pela equipe da estrela solitária. Um grande feito.

Carlos Alberto Torres não fez história somente no time de Pelé, como acrescentou sua genialidade em grandes maquinas do esporte bretão, como o tricolor carioca de Gérson, Rivelino e Washington. Foto: Edição 1098 da Placar (novembro de 1994)

Para explicar a efêmera passagem do Capita no alvinegro carioca (e um pouco de sua grandeza), reproduzo aqui o texto de Placar: “Era o ano de 1971 e o Santos ia fazer dois jogos no Japão. Carlos Alberto Torres estava machucado, mas os organizadores exigiram sua presença. “Pedi uma compensação financeira e o General Osmã Ribeiro de Moura, que era vice de futebol, disse que eu não vestiria mais a camisa do Santos. Daí, fui emprestado ao Botafogo”, conta o capitão do tri. Percebendo a bobagem, os cartolas santistas o fizeram retornar logo à Vila Belmiro, depois de uma curta mas marcante passagem pelo Botafogo. Fez 71 partidas pelo clube e não marcou gols. Recebeu vinte votos”.

Depois do Santos, Torres retornou ao Fluminense, clube que o revelou, antes de defender o New York Cosmos, onde voltou a jogar ao lado do Rei. O Capita ainda retornaria ao Botafogo como técnico, levando o time ao inédito título da Conmebol de 1993.

Choram hoje botafoguenses, santistas, tricolores, corinthianos, são-paulinos, flamenguistas, palmeirenses e tantos outros…O que consola a todos nós é que a genialidade, a modernidade,  a ofensividade e a personalidade de Carlos Alberto Torres, essas são imortais.

 

Por Leonardo Guandeline

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