A morte no esporte!

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sexta-feira, 14 dezembro 2018
Automobilismo

Por: Ivan Marconato, de São Paulo

Com a proximidade do final de ano, muitas pessoas aproveitam o período para fazer um balanço. Então, fazemos uma retrospectiva dos últimos doze meses para começarmos o novo ano com as pendências resolvidas e o coração aberto. E de fato só assim poderemos enfrentar os desafios de 2019. E como alguns esportes estão em férias, e o momento do ano pede reflexão. É isso que farei na coluna Toque de Letras dessa semana.

A ausência de competições aliada ao período do ano me motivou a escrever sobre o tema. Mas não foi somente isso. Uma mensagem que recebi do meu pai, via whatshap, serviu como combustível ao escolher o tema. O vídeo em questão mostrava imagens e gols do jovem atacante Dener, que faleceu num acidente automobilístico em 1994. Mesmo ano em que uma outra tragédia aconteceu. Dias depois da morte do jovem atacante de 23 anos, um dos maiores esportistas que esse país conheceu, também viria falecer: Ayrton Senna da Silva.

Denner morreu precocemente em acidente automobilístico em 1994. Foto: Youtube

Entretanto, uma diferença básica, embora dois acidentes automobilísticos. Dener, não faleceu fazendo o que mais gostava. Ao contrário de Ayrton, que “desafiava a morte” todo final de semana, a passar a 300 km por hora em alguma reta de um autódromo ao redor do mundo. Já Dener, dormia no banco do carona quando foi enforcado pelo cinto de segurança quando o carro em que estava se chocou a uma árvore na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Dener, com o banco do carona inclinado, dormia quando foi enforcado pelo cinto de segurança.

Outras duas mortes aliadas às de Senna e Denner também me marcaram. Não de esportistas, mas de grandes jornalistas esportivos.  Dois mestres da imprensa esportiva. Que graças a Deus tive a felicidade de conhecer.  O primeiro Armando Nogueira, que vitimado de câncer no cérebro, em 29 de março de 2010. O inesquecível “Marques de Xapuri”, com suas crônicas inesquecíveis, e tive a felicidade de conhece-lo nas arquibancadas do ginásio do Ibirapuera, antes de um jogo válido pelo Mundial de Vôlei Feminino, em 1994.

Luciano( centro) e Armando Nogueira(direita) foram estrelas do jornalismo esportivo na Band. FOTO: Portal Terceiro Tempo

O segundo deles o conheci 20 anos depois.  Em 2013, já como repórter esportivo, no estádio Anacleto Campanella antes de um São Caetano x Palmeiras: Luciano do Valle.  Um dos locutores esportivos mais precisos e imprimia emoção às partidas que narrava. Fosse futebol, vôlei, tênis, hóquei ou sinuca. Um dos mais completos narradores que a televisão e o rádio esportivo brasileiro já conheceram.

A eles, nesse período de reflexão de final de ano, rendo minhas homenagens!

Foto em destaque: Youtube

Ivan Luis Marconato Rocha

Ivan Luis Marconato Rocha

Jornalista profissional diplomado desde 1998, e pós graduado em Jornalismo esportivo e negócios do esporte. Atua em webrádio desde 2012. Já trabalhou em jornal de bairro, e por 10 anos na NET Serv[...]

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