A influência estrangeira no Dream Team

A influência estrangeira no Dream Team

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segunda-feira, 07 dezembro 2020
Step-back pela história

O Dream Team é, claramente, uma lembrança que os fãs de basquete levarão para sempre, sendo eles estadunidenses ou não. No entanto, nem Brasil, nem os soviéticos passam despercebidos por essa incrível bagagem norte-americana. Agora eu te pergunto: Será que existe uma influência estrangeira neste time dos sonhos? Não se preocupe, a coluna Step-back Pela História de hoje analisará tais fatos.

Por Lívia Marques – Rio de Janeiro, RJ

O QUE FOI O DREAM TEAM?

O grande marco na história do basquete começou no pré-olímpico de 92. Dessa forma, no dia 28 de junho, os EUA estrearam contra Cuba e emplacaram 79 pontos de diferença. Na sequência, a equipe só entrou em ascensão. Assim, após vencer todos os jogos da fase pré-olímpica, o Dream Team chegou às Olímpiadas e também ganhou todas as partidas, com grande diferença de pontuação.

Comandado por Chuck Daly, o time contou com os seguintes jogadores: Charles Barkley, Karl Malone, John Stockton, Patrick Ewing, David Robinson. Além disso, Larry Bird, Chris Mullin, Scottie Pippen, Michael Jordan, Christian Laettner, Clyde Drexler e Magic Johnson também fizeram história no Dream Team.

A equipe tinha médias absurdas, chegando à 117.3 pontos por jogo. Não é a toa que o apelido “Dream Team” facilmente se espalhou. Afinal, quem não sonhava em ter um time como esse representando o país nos jogos olímpicos?

Foto: Divulgação/USA Basketball

Foto: Divulgação/USA Basketball

DERROTAS ANTERIORES

Esse Dream Team é resultado de anos anteriores. Assim, rebobinaremos um pouco a fita e iremos para 1987. Neste ano, aconteceu o Pan-Americano, em Indianópolis, EUA. O time que estava na competição era formado por universitários e amadores, mas que, futuramente, se tornariam astros do basquete. Desse modo, os estadunidenses chegaram à final contra o Brasil. No primeiro tempo, os norte-americanos ganhavam por 68:54, mas os brasileiros reagiram na segunda etapa. Logo, a partida terminou em 120:115 para a equipe canarinha, que se consagrou campeã. O resultado chocou muitos, já que o time dos EUA se preparavam para comemorar a vitória.

Foto: Reprodução/Hipólito Pereira

No entanto, não para por aí. Já no ano seguinte, os estadunidenses sofreram outra derrota, desta vez para os soviéticos, nos Jogos Olímpicos. Após vencer a seleção porto-riquenha, a equipe chegou às semifinais onde enfrentou à União Soviética e perdeu por 82:76, ficando em terceiro lugar na competição. Dessa forma, os norte-americanos enxergaram que não era uma boa ideia colocar amadores e universitários para disputas internacionais.

E SE?

E se não fosse a derrota para o Brasil em 1987? Será que Michael Jordan e sua equipe entrariam em quadra para brilhar em 92? E se a União Soviética não aparecesse para derrotar os norte-americanos nos Jogos Olímpicos? Será que o time dos sonhos se tornaria realidade?

Fato é que o Dream Team entrou para a história do basquete mundial, mas isso não seria possível se brasileiros e soviéticos não abrissem os olhos dos estadunidenses. O caminho para a realidade deste time deixou rastros verdes e amarelos.

Foto destaque: Reproduão/Reuters

Lívia Marques

Lívia Marques

Escolhi jornalismo porque sempre foi minha paixão, fiz estágios em assessoria de imprensa e escrevi algumas matérias pra uma agência de publicidade, meu maior objetivo é conseguir me destacar na [...]

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