A importância de Renato Portaluppi no fim do jejum do Grêmio

A importância de Renato Portaluppi no fim do jejum do Grêmio

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quinta-feira, 08 dezembro 2016
Copa do Brasil

Chegou ao fim na última quarta-feira os 15 anos de jejum do Grêmio sem títulos nacionais. A conquista da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, na Arena do Grêmio, coroou o curto e competente trabalho de Renato Gaúcho, que assumiu o cargo de treinador no final de setembro após o pedido de demissão de Roger Machado, que, diga-se de passagem, também tem a sua responsabilidade para a campanha vencedora.

Como o Grêmio foi um dos clubes que disputaram a Copa Libertadores no primeiro semestre, acabou entrando diretamente nas oitavas de final da Copa do Brasil.

No jogo de estreia, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, o Tricolor ainda era comandado por Roger Machado. Com boa atuação, o time gaúcho bateu o Furacão por 1 a 0 e levou para casa a vantagem do empate. O jogo de volta marcou a reestreia de Renato Gaúcho. E ela teve contornos dramáticos. O adversário devolveu o placar do jogo de Curitiba e forçou a disputa por pênaltis. Acabou brilhando a estrela do goleiro Marcelo Grohe, que defendeu três cobranças e botou seu time na fase seguinte.

Após ter eliminado o Atlético-PR, o Grêmio passou por Palmeiras e Cruzeiro e chegou à sua sétima decisão na história da Copa do Brasil contra o Atlético-MG.

O Grêmio, com Renato Gaúcho, apresenta o mesmo toque de bola envolvente e a mesma força nos contragolpes dos tempos de Roger, porém, acabou consertando o seu pior defeito: a bola aérea defensiva. O time tem sofrido poucos gols desta forma. É inegável que o desempenho defensivo melhorou a partir do encaixe do zagueiro Kannemann, contratado no início do segundo semestre e que formou uma boa parceria com Geromel, que dispensa comentários. O treinador ainda teve importância no motivacional. Seus jogadores assimilaram rapidamente a filosofia.

Um dos maiores ídolos da história gremista como jogador, Portaluppi colocou em seu currículo o primeiro título como treinador à frente do Imortal. Como ponta-direita na década de 80, ele foi figura importante nas conquistas da Libertadores e Mundial, ambos em 1983 e no bicampeonato gaúcho (85 e 86).


Ouça:

Confira os gols de Grêmio 1 X 1 Atlético Mineiro

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

 

 

 

Rafael Martins Alaby Ferreira

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