Miami Dolphins: Peculiaridades da franquia

Miami Dolphins: Peculiaridades da franquia

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sexta-feira, 22 maio 2020
Blind Side

O Miami Dolphins é uma franquia tradicional e com diversos motivos de orgulho para seus torcedores. Todavia, a organização é o motivo de diversos memes, devido à sua constante má fase e dificuldades para conseguir uma gestão eficiente. Entretanto, a equipe possui uma das histórias mais ricas da NFL. Dois títulos Super Bowl e uma linda trajetória até aqui, fazendo dela uma das franquias mais queridas do Brasil. Conheça abaixo algumas de suas peculiaridades.

Por: Victor Ferreira, São Paulo, SP

A mística de Miami Dolphins vs New England

Na última década, os Dolphins vem passando por dificuldades na montagem de elencos competitivos. Não só com erros nas escolhas de draft, mas com contratos ruins na free agency, prejudicando o desenvolvimento da franquia.

Algo inusitado que acontece com a equipe, é que eles sempre vencem os Patriots, independente da qualidade do plantel. O Miami Dolphins conquistou quatro vitórias nos últimos cinco anos, feito extraordinário, já que a equipe de New England seguia com a dinastia e o grande sucesso na NFL. Dentre esses triunfos, a franquia conseguiu a mais emblemática em 2018, quando virou a partida através de uma jogada improvável.

Baixo número de camisas aposentadas

Ainda que a franquia de Miami possua diversos ídolos ao longo de sua história, a honraria de ter sua camisa aposentada é para poucos. Apenas três jogadores conquistaram esse direito. Larry Csonka foi um Fullback / Running Back, durante a era do jogo terrestre da NFL, sendo um dos grandes protagonistas da equipe. Ele foi campeão dos dois títulos de Super Bowl da franquia, sendo também o MVP do último conquistado. Sua camisa número 39 não pode ser usada por ninguém.

Bob Griese pode não ser o nome mais popular, mas foi figura importante nas conquistas da equipe dos Dolphins, sendo o comandante do ataque da franquia em suas duas conquistas. O jogo corrido era muito mais forte naquele tempo e ainda assim ele conseguiu seu reconhecimento. Ninguém usará a camisa 12, para sempre.

Por fim, Dan Marino, possivelmente o maior quarterback da história da franquia. Certamente um dos maiores jogadores da história, responsável por uma grande mudança na forma de jogar futebol americano. Por muitos, Marino é o melhor passador que a NFL já teve. Devido ao desempenho e a tudo que representa, a camisa 13 nunca mais será usada por um Miami Dolphin.

Um rei sem coroa

Draftado em 1987, Dan Marino teve uma das carreiras mais brilhantes da história da NFL. Em 17 anos na liga, ele acumula um MVP, 8 indicações ao All Pro e detentor de 31 recordes da franquia. O título de Super Bowl foi a única coisa que Marino não conseguiu, tornando-o um rei sem coroa. Ele chegou a jogar o Super Bowl XIX, mas tinha Joe Montana e os 49ers pela frente. O jogador pode não ter sido campeão, contudo é um dos quarterbacks mais queridos da história da liga.

O lobo solitário

Não é segredo para ninguém que a defesa do Chicago Bears de 1985 é, certamente, uma das maiores da história. Campeões naquele ano, a equipe se baseava em uma forma agressiva de jogar, destruindo linhas ofensivas e quarterbacks alheios. Os Bears sofreram apenas uma derrota naquele ano, justamente para o Miami Dolphins.

A regra era pressionar, obliterar os quarterbacks, sufocá-los para que não houvesse tempo de reação. Inteligentemente, a equipe encontrou a forma de passar por cima disso. Com passes rápidos, rotas curtas e mais passes, a equipe conseguiu vencer com o brilhantismo e Dan Marino e do lendário técnico Don Shula. 270 jardas e três touchdowns foram os números do camisa 13, superando Walter Payton e companhia.

A temporada perfeita

O Miami Dolphins é a única equipe da história a vencer um Super Bowl de forma invicta. No ano anterior, a equipe havia perdido o Super Bowl para a equipe dos Cowboys, dando a volta por cima no ano seguinte. A temporada é considerada por muitos como a mais emblemática, sendo um dos principais motivos de orgulho dos torcedores de Miami. Ainda que tenha se passado quase 50 anos do acontecido, 1972, a franquia segue reinando de forma solitária. Os Patriots chegaram perto, mas foram surpreendentemente atrapalhados por Eli Manning e companhia.

Foto em destaque por: Miami Dolphins

Victor Ferreira

Victor Ferreira

Jornalista, 21, apaixonado por esportes e que encontra inspiração nas histórias que esse universo proporciona. Escrevo sobre NFL desde 2016 e tenho como inspiração Antony Curti e Ray Lewis.

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